29.12.10

FACEBOOK

Uma bela história de como se constrói um império no século XXI. Apresentando o que é necessário para subir e ficar BILIONÁRIO.
1 bela ideia + 1 breve investimento + 1 coragem de enfrentar e fazer tudo



Ao término observamos o que realmente move as pessoas...
Sentimentos!

26.12.10

Relato de um fato.

Observação alheia: uma casa pequena, uma grande família, inúmeras visitas, resultando numa soma exageradamente desvaforável para o local. Todavia, diversão e riso não faltaram.
Aqueles seres que não envelhecem e mais parecem criança em plena fase de descobrimento. O desenrolar da fala agitada e corrida, a tranquilidade na busca pelo modo de viver.
Sábia família de cor. Uma gostosa miscigenação de raças na sala de pura conversação.
-
Breve noite.

[...]

14.12.10

Eu fico triste, alegre

...em passos largos procuro a saída pela guarita. Agora que desço as escadas o ar parece fluir mais lívido. As coisas parecem estar mais adequadas e no ritmo que eu sempre desejei. Estou de férias. Depois de quatro meses cansativos, estou de férias. Termino com quase chave de ouro... Ainda espero pelo resultado do tormento: farmacologia.
Enfim, agora o que espero é uma cerva bem gelada e paz...


26.11.10

e-mails trocados de um mesmo mundo

Caro amigo,
     soube que passas por dificuldades sociais. Essa missão da segurança nacional é positiva, busca a apreensão de bandidos e afins. Imagino o desconforto que deve habitar seu bairro. Questiono-me se a população está de acordo com essa "invasão". Daqui torço para que tudo dê certo e que possamos viver num país mais seguro. Só assim vamos observar projetos eficientes do goveno serem implantados aí.
Estou bem, além de preocupado com essa situação. Posso ver pela TV o que lhe acontece. É bárbaro!
Abraços.
Att, Sr. Classe Alta.


Amigo,
     agradeço sua preocupação, mas ela agora não me serve de nada. Minha comunidade não dorme, não come, não anda e agora, também não respira. Pode ser positivo e espero que seja. Mas nossas ruas parecem um abatedouro. Minhas crianças, que nunca brincaramm na água e sim no esgoto, agora pisam e pulam no sangue. Porque tenho que me preocupar com a União se o inferno é aqui no morro? Seu país não é o mesmo que o meu. Eu torço pra que possamos sobreviver depois (até) que isso acabar, seja como for.
Não estou bem. E, a partir de agora, dificilmente estarei. Vejo pela brecha da janela o que realmente acontece! Não é bárbaro!!! É o nosso fim... Não o começo.
Despeço-me.
Att, Sr. Classe Miserável

24.11.10

Templos

Isso de fato se encaixa nas situações curiosas que me encontro.

O cara parado do outro lado da pista encara as opções de sua vida. Não são das melhoras, mas de alguma maneira é possível tirar o proveito de ambas. Então, o que está na mesa?
De um lado reina um império construído com base na palavra de um tal deus, um que gosta de música alta, assim como as falas. Que se sente confortável no ar-condicionado e é de acordo com a faixada azul. Pode ser inserido na conta, uma porção de fiéis loucos e aptos a fazerem o que o funcionário do correio divino propõem. Parece ser divertido estar na paz e meditar o que a vida nos traz.
Do outro lado, apenas dividido por uma parede simples de blocos simples, encontra-se o antro “da perdição”. Isso depende muito do que os primeiros a serem mencionados aqui dizem. Há uma lista de adjetivos que descreve esse lugar. Nele impera Bob, com sua música totalmente meditativa, ainda mais em conjunto com a Erva. Nas poucas mesas a cerva de cada dia. No cabelo os drads de sempre, na boca o assunto da vez. Uma tal de liberdade, que gosto do que todos gostam. Esse pessoal está apto a fazer tudo que der na telha, só depende do tanto de etílico que se encontra. Então o mestre da vez é o Seu, aquele que fica por detrás do balcão.
Ele fica meio fica meio perdido com as opções e...

*Relato da minha volta da UESC, logo na esquina da minha casa. Dois templos! Encaixa-se nas observações construtivas.

22.11.10

Balanço do Tempo


"Não gosto do relógio que corre, nos faz viver menos... Aquele seu ritmo um tanto acelerado não agrada, nem é poético. Prefiro o que ligeiramente pausa. E retorna. Pausa. Retorna. É mais gostoso, temos a sensação de que estamos vivendo mais dentro do segundo em que observamos. Sua melodia em tic-tac, seu toque surpreendente. Esse sim é mais proveitoso e até sensual."


Estava eu pregado na cadeira desconfortável do centro do vai-e-vem, da pressa e imperfeição, da agonia em não estar na estrada e ter a sensação de que falta pouco tempo para sair dela. Então, perco minhas horas observando o comportamento alheio e a fúgida corrida do relógio. Resumindo, nada!
Mas viver o pleno nada nos revela curiosidades e constrói esse olhar crítico, pré-conceituoso de que gostamos tanto. Entre mulheres conservadoras, puritanas e as bem safadas, com seus vestidos e calças apertadas; os velhos e as babas (nessa classe evidentemente estão os taxistas); as crianças e inocências; outras nem tanto; e nós, a fase da adolescência ao adulto, com seus olhares impiedosos, gulosos e em ápice gozo - isso ao se referir às gurias de pernas grossas e glúteos fartos. E assim o tempo me passa e eu passo a compreender os valores de cada!
Vivo "trechamente" esse rápido e me encontro farto. Da espera, do que estou fazendo, da vida, de agora. Mas não me canso do impuro e delicioso... Tic-tac do quadril dela.

*Apenas uma observação nada construtiva. Relato o meu desejo alheio... E o dos outros também.

21.11.10

HP7 - Parte 1

Então... Lá fui eu experimentar o cinema de IOS. Desculpa a todos ilheenses, mas aquilo lá parecia mais uma sala de televisão com um Datashow projetando uma película, que por sinal estava – parecendo – meio antiguinha com tantos problemas de corte, cor e focalização. Mas como disse meu caro amigo entendedor de cinemas e também ilheense: “-Não reclama muito porque é o que tem para hoje!”. Verdade... Enfim, vamos ao filme.

Ele realmente é muito bom, todavia não é o melhor da série. Acredito que para quem não acompanha a saga de Potter achará um filme cansativo e monótono, não posso negar que por volta de 1h40min de película rodada eu me senti meio down, mas logo depois meu animo foi recuperado e voltei a assistir entusiasmado. Uma outra observação que devo fazer é: saí do cinema não tão ansioso pelo segundo. Uma parte de mim – óbvio – está curioso e acreditando que a segunda parte será estupenda (extraordinária, fantástica, emocionante, maravilhosa e outros adjetivos mais que positivos), outra parte pensou: “- Aí aí Potter, o que tu fizestes?!”.
Recomendo para qualquer um que for assistir primeiro ler o sétimo livro, se não der tempo de se informar de toda a história. Segue os capítulos do mesmo, não tem como negar. Mas acho que terminou, sei lá... De uma forma que eu não esperava. Talvez se eles produzissem um final mais... como posso dizer... UAU! aí sim ficaríamos loucos de paixão.
Novamente, enfim... O filme é muito bom em história, efeitos especiais (as cenas de fugas e lutas ficaram muito boas. Assim como as aparatações), o som, as músicas e a interpretação dos atores. Ah sim! Tem uma comediazinha e um drama, mas que não faz chorar... Pelo menos não me fez.

Assistam! Um bom filme para guarda na cachola. Mas não façam isso no cinema de Ilhéus, nem na sessão de 17h30min. As únicas coisas que eu tirei de lá foram: um bom filme, uma guria fantasiada de bruxa e uma baita dor de cabeça!


19.10.10

A Onda


“Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram. Ele está aqui mesmo em todos nós. Vocês perguntam: como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”

28.9.10

Semana de cão!!! - Farmaco Um, o genocídio

A semana só está na metade e já estou com olheiras do tamanho da face inteira. Há algo, no universo, chamado farmacologia - o mesmo que: estudar, não aprender e brincar de se fuder! Mas é ruim, mas tão ruim que chega a ser bom. Se isso é possível.
Hoje, por exemplo, tive discussão do Caso Clínico I. Homem com intoxicação e por aí foi... Mas não bom. Foi uma merda geral... O primeiro caso da turma e uma decepção. Se eu falei? O máximo que fiz foi levantar, ir ao quadro e tentar resolver uma questão de cálculo de gotejamento. Após a aula o docente disse que estava no caminho certo, mas durante, ele fez o favor de pedir para que fosse estudado novamente. BOM!
Amanhã tem a discussão do Caso Clínico II, câncer x morfina, asma x broncodilatador, enxaque x e seus devidos medicamentos, choque séptico x vasoconstritores e álcool x analgésicos. Pequeno assim, e eu? Feliz por isso, não?!
Espero que não seja tão deprimente quanto o de hoje...
Para completar a Jornada Farmaco, tenho uma prova na quinta. Sim! Farmacocinética e Farmacodinâmica. Ainda não estudei a fundo... Isso é uma promessa de que tirarei uns... rhuhum... 4? Tudo bem! Torçam para que seja mais!!!
-
Dois fatos são bons: A segunda, não por ser segunda, mas por ter ido ao hospital - como enfermeiro - pela primeira vez. Fiz alguns exames físicos e assisti uma retirada de sonda (O_o). FELICIDADE DE BOBO!!!
E a sexta. Por ser sexta e combinar com álcool e esquecimento de todos os problemas semanais...

Espero que a segunda metade da semana seja melhor que a primeira!

"Jalecos, estetoscópios e chifres vermelhos? Não não... Foi uma mera sacanagem!!!"

21.9.10

Fale...

“O amor não tem esfera específica para ocorrer. Surge do nada e habita cada canto do corpo, pensa por quem sente, age por quem sente, mas não sofre por quem sente. Talvez seja esse o problema. O egoísmo do amor em se apossar e acabar com o que ainda podem dizer de vida. Todavia, há o que comemorar com sua vinda - a ideia de esperança, de um futuro melhor, de plena felicidade – se acaso quem ama tenha sorte de encontrar a quem lhe ame. E ainda mais, que isso perdure e seja vivaz.”

...com todos eles.



O ano em que todos saíram de férias

Na inocência guardada por uma criança o ano de setenta fora marcado por futebol (o tricampeonato inspirava a turma da rua a jogar bola e sonhar em ser um dos heróis que completava o seu álbum de figurinhas), as mulheres (vistas através de uma greta bem atrás dos vestiários onde elas trocavam seus vestidos rodados por outros vestidos rodados) e pelos judeus que habitavam o prédio escuro e frio e ajudava a completar sua solidão. Sim! Judeus e todos os seus hábitos intrigantes e sua língua incompreensível. O que acontecia no que diz respeito a país? Nada demais. Era apenas a ditadura que corria no sangue das ruas.
Naquele momento todos que não eram a favor da “politicazinha” que reinava, ou brigava escancaradamente ou saía de férias. E eles saíram de férias e o deixou aos cuidados do vô, agora morto. E o que lhe sobrara além de seus botões e caixinhas de fósforos? A possibilidade de criar novos laços e amar novas pessoas. Foi assim sua férias. Bem diferente da dos seus pais e de boa parte de quem queria mudança.
Mas não era de felicidade completa, não era de aproveitamento do imenso espaço de tempo livre. Permanecia sempre ali, diante do telefone, diante da encruzilhada, diante das notícias que não chegavam e quando chegaram era melhor terem vindo completa, mas não. Um pedaço seu ficara pelo caminho, se atrasou e não voltou...
Ele estava perdido. Ele, por todo seu território, estava perdido.

“-E mesmo sem querer nem entender direito acabei virando uma coisa chamada exilado. Eu acho que exilado quer dizer: ter um pai tão atrasado, mas tão atrasado que nunca mais volta pra casa!”



13.9.10

CONTO: DISTÂNCIA 26

“...minha mão em tua cintura copiando tua mão na cintura minha...”


Conto às vezes em que não penso em te ver. São minúsculas, assim como meu movimento à sua procura. É essa timidez que mata todas as possíveis chances que um dia eu poderia ter. Mas minha esperança é sempre reavivada quando ouço suas batidas na minha porta, sua voz chamando pelo meu nome, seu tratamento carinhoso que mantém um jogo sensual cuidadoso. Daqueles que não se lança por completo, se protege e aguarda um movimento estratégico da outra pessoa. E eu? Assim como meus sonhos, respiramos tranqüilos, lívidos, vívidos, libidos!
E aí sorrimos. Mantemos esse lance de dentes à mostra por segundos que demoram e logo em seguida lançamos das nossas bocas e mãos brincadeiras que possuem mais que duplo sentido. Entretanto, me parece que se o objetivo desejado for consumido não ficará mais gostoso a partir de então. Parece que esse rubor facial sumirá como em inúmeras vezes aconteceram.
Estamos excitados em não nos tocar. Gozamos da/de felicidade em apenas imaginar a possibilidade daquilo acontecer. É esse o sentido de gostar e querer bem. Todavia pertencemos a uma classe de animal que não se contenta em apenas observar o molejo do quadril da fêmea, do seu busto preso por detrás de poucos panos. Os machos querem o tato, os lábios, a língua, o corpo por completo. E quando isso acontecer, manteremos até vivos em algumas semanas esse calor de agora... Depois?! Depois sumirá, apagará...
Então, o meu objetivo de agora e fazermo-nos querer sem poder ter. E se poder ter, fugir e rir. E só depois por um fim!
-
É nesse momento que matamos nossa fome por carne.

31.8.10

Rápido: dos instantes em que sonho

"Enquanto me perco nas mil páginas de um livro sou abruptamente distraído por um afago na orelha. Mais precisamente naquela parte mais carnuda de tal. Distraio-me e perco o foco do assunto, agora o que desejo é a pura continuação desse afeto seguido de prazer contínuo.
Apenas sonho acordado, com os óculos pendurados na ponta de meu nariz. Apenas um desejo de quem está absolutamente fadigado dessa rotina incessante. Talvez, apenas, seja a descrição do que eu queria. Mas não.
Ela está ao meu lado, com seu perfume que atrai uma aproximação. Ali, com sua pele pálida viva. Macia. Doce. Ali em pé olhando profundamente nos meus olhos. Dizendo seu recíproco desejo, incitando meu sexo. 
E quando abro a boca... Ela me deixa na vontade do querer mais. E sai. Assim como chegou.
-
Acordo com o barulho do pedido de silêncio. A biblioteca se cala!"

27.8.10

Para Sr. Não Passou e seus desprezos, que são múltiplos

"E ela tava na janela esperando ele passar. Como na música que não lembro o nome. POis bem. Ela ficou esperando por mais longos minutos. Na verdade, ele não chegou! Não passou. E ela, passou. Passou sua vez de amar, de se ligar em alguém. Provavelmente deve ter alguma música que represente esse seu momento de pura frustação. Ela ainda se lembra de como ele parecia romântico no começo de sua história. Das suas histórias. Isso passou, o contrário do seu ato de puro desprezo.
E ao se olhar no espelho ela se perguntou: '-E onde ficou o amor? Onde nosso amor se impregnou? Porque tudo mudou e não prossegue como no primeiro encontro? No primeiro encontro em que nossos corações aceleravam e quase saltavam fora de nossos peitos. Isso já não existe mais. Não existimos mais. E o que devo fazer?' Passar! Assim como o amor. E talvez um outro cavalheiro lhe encontre aqui na janela e eu lhe deixe levar como o vento, que só ele, lhe acaricia agora.
'PS:Eu já não te amo!'"

Miss não mais apaixonada ou aprendendo a fazer isso.
1991

23.8.10

A mais longa jornada começa com um único passo

E a esperança ainda sobrevive depois de muitos passos tortos e o não amor recebido pelas pessoas. Pela pessoa em especial. O que a torna preciosa são os fatos que lhe perseguiram depois de seu nascimento. E esse jogo de empurra de sofrimento parte desse estágio de amor não recebido, pela necessidade que as pessoas possuem de receber um tipo de afeto, qualquer um, não importando como isso será conseguido. Mesmo estando em evidência os estupros sofridos pela filha, sua mera utilização doméstica, salarial, de pura manutenção da vida, da sua vida.
Basta-nos um pouco de sinceridade e carinho. Atenção, e palavras de conforto. Proteção; amor. Basta-nos amor. Certamente o resto parece ser bem mais fácil quando se têm esses itens.
O dinheiro, moradia, saúde, educação. Tudo é menos difícil quando se escuta isso. Só isso e tudo isso: eu te amo! Faça por quem te ama. Seja feliz e torne quem te ama feliz. Somos todos preciosidades, dádivas do universo. Merecemos isso...

20.8.10

Supernatural

Com todo esse meu tempo livre acabei por gastar alguns capítulos dos seriados alheios... Dessa vez foi Supernatural. Muito bom esse seriado, utilizei da 5ª temporada (que é sensacional). Recomendo... Caso você goste de monstros, mitologias e uma boa pancadaria! Além do mais aprendi que nem sempre os bonzinhos são realmente os menos ruins! Um demônio de vez em quando é bem mais útil do que uma tropa de anjos.
Agora espero pela 6ª temporada que estreia em setembro.

cenas da 5ª temporada



Toda a série baixei em BaixarTv.com.

Querendo ir embora, só

Ócio.
O meu costume de fazer nada sozinho é tão grande lá que certamente vence do daqui. O que diferencia, talvez, seja isso. Estar sozinho. Poder fazer as coisas sozinho. Conversar na frente do espelho e rir. Sozinho. Parece loucura, mas me causa um bem muito grande. Posso, hoje, estar pagando a língua de um futuro, mas sei lá! É o que sinto.
Aqui tenho todos próximos. O amor que eles demonstram, a "facilidade" de se viver e não ter obrigações. Mas cansei... de ficar parado. Aqui.
Não é egoísmo. Não tem algo a ver. É só necessidade de me ter só pra mim!

31.7.10

...

"O amor ainda existe! Mas agora é visto de outra maneira. Temos todos que compartilhar a afetividade alheia!"

29.7.10

Tua viagem

"E não parecia outra coisa, senão saudade. Já passava das dez e eu aqui, pensando no que fazer, com direito de manter um silêncio não tão frequente! Mas a saudade não me doia, pelo contrário, fazia meu corpo pedir pra estar e em tão perfeito conforto que acharia triste quando isso acabasse.
Talvez seja essa uma fórmula para se amar. O não ver na rotina, o esperar para saborear! A sensação dá possível perda! A sensação de necessidade da sua existência...
E quando me perguntam se eu amo, eu respondo: sim! E provavelmente de uma forma que deveriam amar para mantê-lo por longas datas!"
-
Hoje acho isso. E estou bem comigo.

28.7.10

Breve comentário de um dia qualquer com emoções diferentes

A frase foi: quem fala o que quer, ouve o que não quer. Ela não é nova, mas sua serventia é explêndida para explicar acontecimentos rotineiros. Por isso apoio em manter-se quieto e apenas ouvir o que outros têm a dizer. É certo que na hora adequada você saberá o que falar! Quem sabe completar essa segunda parte da frase célebre!
Isso aconteceu hoje, e ontem e, provavelmente, acontecerá amanhã. Gostei de minha reação... E sei que faria tudo novamente. Em todos os aspectos, em todas as situações!
-
Desde a manhã, tarde e finalizando com uma noite chuvosa!

Faz tempos que não finalizo bem desse jeito. Torço para que se repita... Torno a dizer: EM TODOS OS ASPECTOS!

13.7.10

Adeus ao dia do Rock!

- que tosco!



Disseram-me para colocar Little Richard - Tutti Frutti, mas sei lá! Elvis, né?! Gosto de Elvis...

Construção do rock:


9.7.10

Adivinhação - inútil - de um futuro construído por longas datas

...há, certamente, os benefícios. Mas não observo (aqui) isso! Trago-lhes a mais pura realidade de reclamações, dores de cabeças e inimizades! Não que lhes importe. Nem a mim, a final de contas estou a alguns quilômetros daqui!
-
Torço para uma amizade duradoura!

QUE SEJA FEITO O PRESENTE!

18.6.10

19 de junho de 2010! O primeiro.



E já podemos dizer um JÁ! Em pleno sábado de frio, o moleque completa um ano de idade! E... Provavelmente ele terá uma festa, e todos aqueles doces, principalmente brigadeiros, e eu não estarei perto. Acho que é a primeira vez que sinto isso por um aniversário de criança! Querer tanto estar presente!!!
Aliás, com ele tive várias primeiras vezes de várias coisas...

Em um espaço de tempo tão curto, já o amo como numa eternidade!!!

Parabéns Fernando! Meu vulgo, FeiZin (herdeiro do trono do ClãZin)!!!

12.6.10

Das bobagens dos enamorados

"Ao dia dos namorados que estamos sempre a gastar dinheiro, MAS HÁ O AMOR!
E como me disseram, vamos aproveitar o clima da Copa na África e colocar em prática o amor selvagem."


Foto Back to the game
de Jose Luis Cunha

9.6.10

Referência


É bibliográfica, cinematográfica, auditiva. Incrivelmente participo de sua vida sem ao menos - ele - perceber. Aprendo com seus erros, para não cometê-los, seus acertos, para copiá-los - ou no mínimo tomá-los  como exemplos. Admiro-o sem demonstrações rotineiras e certamente o amo, não só pelo laço sanguíneo, mas por ser. E basta!
Feliz aniversário!

7.6.10

Giros


"Lá estava eu, brincando na ponte torta, com todo aquele mangue a minha volta. Imaginando um filme de terror ou uma cena de pura solidão, mas não! Todos ali comigo, transformando aquele ambiente em um lugar marcante mesmo que passageiro. E os risos ecoavam na floresta e a brisa do praia nos acompanhava, assim como o barulho do mar e a areia. O tempo, apetitosamente, custava a passar e "minuciando" cada canto do terreno forneço à minha mente mais um prato para ele degustar.
-
Assim, o número pode não ter significado, mas as voltas que as asas da borboleta deram e o que as fez girar me deixa maravilhosamente curioso..."


30.5.10

Sofrendo pelo que não aconteceu


-

Sentado no "batente" da porta imaginava as inúmeras possibilidades do futuro acontecido. E, admito, fiquei com medo das possibilidades que me surgiram. Não é no sentido de desagradar, mas a porcentagem disso virar merda é tamanha que me assusto ainda mais. Não se trata de vales. Trata-se de estar bem... E, teoricamente, gostar.
Acho que não estamos gostando do gostar do outro.

-

25.5.10

Escucha la llamada

Estávamos em quatro. Na verdade em cinco, o Cacique permanecia sentado sobre a mesa, perdendo suas forças e depositando sua vida em nós. Os quatro eram aqueles que não estavam mais tão juntos, era um encontro marcador, com hora e tudo. Dia de matar todas as nossas vontades. Três mulheres e um homem. Ocupados e bem, mas bem distantes!
Naquele instante tudo era válido, e mesmo que as imaginações e perversidade alheia fossem acometidas sobre nós, não ligávamos... O tempo corria rápido e nossos reflexos tinham que acompanhá-lo. Aproveitávamos a oportunidade nos dada. Depois daquilo, certamente estariámos separados, remoendo tudo o que não pudemos fazer.
O melhor da saudade está aí, encontrar!  Sei também que não me canso em estar aos teus pés. E a proximidade me fazia, também, muito bem. Hoje, fora  da noite, o que peço é a própria noite imaginada. Querer poder ter vocês três nas mãos, mas sem maldade, ou com ela, tanto faz. As confusões só são frutos da nossa produção na noite.
Sou enlouquecidamente apaixonado por vocês.
-
Éramos embalados pelo rum.

"Aprovecha las confusiones que se producen en la noche."

[som]



Um pequeno bom som. Caetano e Maria...

24.5.10

Só mais uma e uma noite

Eu acendo meu cigarro com todo o cuidado para te fazer me olhar, ao fundo o cenário construído em cinza e negro me deixa num fabuloso contraste e teu brilho me clareia em pele vívida. O terno me veste em perfeição e a flor depositada no meu peito está de braços abertos para o teu afego. Admiro-te aqui do outro lado do pub e ao descruzar tuas pernas levanto-me para novamente me sentar à tua frente. As íris nos cercam e teu lábio movimenta-se cuidadosamente para me excitar, observo. Em meias palavras, e em a rosa branca que logo está depositada nas suas mãos transforma-se em vermelha, lhe beijo, me beija. Mesmo tendo a mesa circular nos atrapalhando já posso sentir que dentro de poucos minutos estaremos bem colados.
O táxi nos surpreende e o caminho dura bem menos que o comum.
[...]
Sua pele macia enroscada nos meus pêlos me deixa bem descançado depois de quarenta minutos passados.
O lençol cobre nosso corpo nu. Agora tudo já está bem menos atraente que antes, vejo que fui saciado. Parto-me!

21.5.10

[cine]



...é preciso muita imaginação!
Na última segunda fui no cinema assistir este tão comentado filme. E saí de lá fantasiando (em altíssima qualidade - não foi em 3D, mas mesmo assim...) todas aquelas cenas! Muito belo... A história como já conhecida é bem legal, mas a construção desta que é impressionante.


[clique na imagem em ASSISTIDO aí ao lado para saber mais]

Eu e meu óculos

O óculos depositado sobre a mesa descança suas pernas da cansativa rotina semanal. Sexta-feira livre nos faz - eu e ele - respirar um ar de pureza, sem a carga tanto elétrica quanto química que nos são impostas. A noite parece prometer uma fadiga por não haver algo a fazer, mas não estamos reclamando! Não, não me entenda mal. Ou nos. Só estou, talvez, sugerindo um atrativo um tanto quanto prazeroso de se fazer. Mais prazeroso ainda do que ficar nessa liberdade de conhecimentos obrigatórios.
-
Reflito, às vezes, naquele desejo que boa parte da população tem: "querer estar assim, sem algo a fazer". Mas como nos cansa! (Estou falando por nós dois). Eu por me entreter, ele por não ser utilizado. Desde essa sequência de reflexões a respeito do assunto que tenho desejado da seguinte maneira: "como eu queria fazer apenas o que desse vontade de fazer, e ter como saciar essas vontades. Caso ocorra uma obrigação que essa não seja obrigação pelo fato d'eu gostar dela". Entende? (E o pensamento precisou de uns minutos extras por sua extensão).
-
Pois bem, como agora eu não tenho como saciar esses desejos, viro-me para a tela e com a capacidade mental que ainda me resta fantasio todos os meus momentos prazerosos. "Saciatórios!"
E ele? Me encara da mesinha ao lado. Ainda descança, mas por pouco tempo!


13.5.10

6.940

"Agora; as rugas nascem rapidamente. As olheiras crescem como as orelhas. Meu sorriso oscila entre largo e diminuto. Meu amor pelas pessoas continua seleto. E a felicidade aumenta no meu peito. Sou quem deveria ser."


Às 12h45min, terça-feira.

5.5.10

Uma das minhas

A bomba explode na minha tela.
-
Fujo correndo pelo chão empoeirado, descalço, pisando em pedras e sangrando.
A dor não me aparece, meu cérebro trabalha com uma tonelada de adrenalina sendo despejada...
Na mão o instrumento de pavor. Eu quero jogá-lo para longe, para no mínimo depois da cerca que corre junto ao meu lado. Não sei para onde realmente vou. Voou... Ou tenho esse sentimento pulsando nas minhas artérias. Essa vontade enlouquecida de cair pelo mundo e viver, viver feliz nos meus instantes só meus.
O ar sai mais do que entra. Meus pulmões cansam, um som rouco escapole pela minha boca e paro. Ando como que tranquilamente até sei lá onde. Depois de trezentos passos dados, paro! Olho para o objeto na minha mão... Ele marca dez segundos. Vejo que tomei distância suficiente... E espero...
Cinco, quatro, três, dois... UM!
Meus olhos fechados não veem que o um ficou ali... Como que querendo passear pela eternidade.
Não explodo. Não explodem... Essa bomba ainda não me destruiu.
-
O CAST sobe.

18.4.10

Entre 23h30 e 6h30.

"O que nos passa pela cabeça é bom mesmo que fique só por lá.
 Às vezes."


O gostoso da vida são as emoções que nos proporcionamos no decorrer do tempo. De vez em quando pensamos em traquinar, como criança - numa de suas melhores fases. E quando fazemos, depois o alívio e o deliciamento é engradecido. Não que eu tenho feito algo do tipo... Deixei na responsabilidade da pura imaginação antes do sono me tomar.

E depois?

Depois eu acordo extasiado, com uma vontade ainda maior de viver. Só pra poder realizar tudo isso que um dia pensei.

26.3.10

Para o Vale da Morte foram os 600

“[...]Mas, um sempre pode decidir o contrário[...]”

Cada pessoa deve decidir a sua vida e para isso ela necessita de coragem. Assim como o Michael cita num dos trechos do belíssimo filme.
Antes de tudo eu pensava que seria uma bela ficção contada por um diretor sabido, mas ao término percebi que tudo aquilo fora real. É real... E o mais incrível não é a vitória que o protagonista assume. O que me impressionou foi o seu jeito nada agressivo, muito menos com a intensão de descontar alguma coisa. Pelo o que ele passou é natural que suas atitudes em determinados momentos sejam perturbadoras.
Nada!

Enquanto alguns muitos não conseguem vencer e sair do “canto imundo” que a sociedade prega, outros poucos, bem poucos!, conseguem “fechar os olhos, contar até três e esquecer o passado. Logo, o mundo tornará a ser bom e as coisas boas virão certamente”.
É preciso muita coragem, capacidade de concentração e espírito digno. Algo que não encontramos nem mesmo nas casas de paredes brancas e tudo o mais.
Depois desses minutos revejo tudo o que me passa e sobre as minhas condições de vida. Agradeço... Por não precisar fechar os olhos dessa maneira.

Os sonhos são sempre possíveis.

22.3.10

Beleza

"...depois de tanto não encontro definição para o ocorrido.
Falam pra dizer das rodas e suas voltas, das voltas fora delas.
Do que me cerca e do que ela pensa. Se pensa!
Decidi que não, nos basta..."

" O_o " de última hora!

Viver implica em amar
Não importa a 3ª pessoa que pode aparecer
O importante é amar a si mesmo
Presumindo que amar muitas vezes é ser feliz
E sabendo que sentimos necessidade de fazer
alguém feliz, além de se deixar levar por alguém
à felicidade, eu te pergunto:
Deixa eu viver junto a ti?

28.2.10

Já!




 01

Agora parto-me para o cásulo ensolarado e empoeirado.
Naquele pequeno lugar tenho por obrigação aprender e ainda mais obrigado, passar!
Passar para o outro semestre e conseguir chegar ao fim no tempo destinado como certo.
De vez em quando fico chateado ao escutar o som do vento nas minhas noites só.
E mais nada!
Porém, nada que uma outra manhã sorridente com próximos que não me transforme.
Não é sempre ruim!

Volto e estudo...
É necessário decidir o futuro.

14.2.10

Memory... do CATS, sabe?

Não tem essa de "a única coisa que se leva da vida".
Nada disso. Quando você não tem mais vida é porque acabou realmente.
Mesmo o mais fervoroso pensamento de que existe vida pós morte não há o que nos prove.
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Depois de alguns filmes vistos, livros lidos, conversas tidas e dezoito anos aqui na terra parei para pensar e escrever sobre isso.
Não queira ter apenas para levar depois da morte. Resolva deixar aqui.
Resolva se imortalizar. Porque a pedra filosofal que nos dá esse poder somos nós mesmos e nossas atitudes na terra e que ficam guardadas na memória dos próximos, distantes... Poderá ser guardada pelo que realmente fizer aqui, fizer pelos outros e por si mesmo.
Tenha conhecimento! Mas não pense em levá-lo seja lá para onde for. Aproveite-o já, tirando deles as escolhas certas, sábias e que sejam deliciosas de se viver.
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E tenha amigos. Os amigos são sua preciosidade.
Não há algo melhor de que ter alguém para ligar, para ouvir, falar, amar.
Tudo o que podemos fazer enquanto vivos é viver, e o faça com decência...
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Seja lembrado pelo que é. Assim será imortal. Estará presente em qualquer lugar ou em um só, não importa. Estará! E terá quem o ame... Isso é importante!

13.2.10

Carnaval pequeno!







A noite se vai e permaneço acordado no começo das festas. Sem festa!
Há um leque de possibilidades aqui no paradeiro da pequena cidade. Onde poucas pessoas permanecem.
O carnaval, assim como outros anos, só passa. E eu só o assisto.
Não há nada demais... Apenas vontade de não estar!

27.1.10

São coisas que ficam. Nada mais que merecido!

São coisas que ficam!
Há outras que dentro dessas, as anteriores, se vão. Porque o gostoso de tudo é essa diferença que existe. Ultimamente tenho na consciência que devemos viver como se fosse o último momento. Aproveitar o máximo do que está à nossa volta para deixar os segundos gostosos.
Na última segunda embarcamos numa viagem muito boa! Procurando integrar-me mais com os outros, curti minutos de fantasia infantil. Brincadeira infantil, assim como o riso gostoso que escapava na maior inocência. Mesmo que a piada fosse para maiores de dezoito.
Percebo que o melhor é estarmos jutnos. Não importa o modo.
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"Ao chegar ligamos aquele som de carnaval e putaria, comemos o que cozinhamos,..., mas ainda estávamos muito urbanos. Pois então a natureza fez o seu gesto de carinho e nos tirou a eletricidade. A lua nos clareou, o vento nos refrescou, e o silêncio nos juntou em colchões pelo chão, em cadeiras pela grama, em brincadeiras passadas e em vinhos que nos embalava!"
É por esses que inspiro felicidade e as devolvo. Nada mais que merecido.

24.1.10

Sinais 03 - As mortes da minha vida

Crescemos sendo incitados a nos apavorar com a morte, imoelidos a odiá-la. Alguns a ignoram, outros preferem não pensar nela. Fato é que vez ou outra estamos propícios a topar de frente com a tal.
Meu primeiro contato com essa dama foi logo ao me expor a esse mundo. Fazendo-me perder um laço familiar que ainda nem firmara, perdendo meu pai, pobre homem que, ao me ver, enfartou e se foi.
Depois só a veria de novo por volta dos meu sete anos, em um velório de uma conhecida de minha família, uma senhora gorda, de seios fartos que pareciam a sufocar em seu caixão apertado, naquela capela abafada envolta de choros convulsivos dos entes não muito abastados, misturados com sentimentos de condolências e piadinhas de velório. Familiarizei-me com aquela faceta da morte, a morte do corpo que traz consigo a separação dos espíritos. Logo descobriria que para a classe dos poetas separar-se de alguém querido enchia-lhes de inspiração, já aos pobres e desinformados traziam dor e tristezas, é horrível, essas pessoas não conseguem ver apenas como uma tranformação a qual estamos todos fadados, elas não saúdam a as mudanças, inclusive essa, as apedrejam ao invés de serem gentis.
Por volta dos nove tive outro encontro com essa senhora bem penteada, bem afeiçoada, sorridente. Ela me acariciou, me disse palavras tão lúdicas quanto lúgubres. Enfim e seduziu e arrancou-me a pureza do olhar, trago comigo as marcas disto, fui manchado, manchas na alma, minhas primeiras das muitas outras que se suscederiam. Assim então, pela primeira vez fechei meus olhos cadavericamente para uma das possíbilidades da vida. Amorte desta vez dirigia suas atenções a mim. Não a assistia mais, apenas devolvia-lhe o olhar frio e penetrante, mas envolvente.
Aos treze encontrei nela uma companheira. Seu silêncio me era encantador, sua paz era tudo de que precisava. A solidão que trazia sua presença cadente me dava força para expor minhas entranhas e não enlouquecer. a sós com ela me encontrei, e deois convivi comigo por alguns anos. Mas eu udei, mudei e não deixei endereço. Então para preencher o vazio que restara, acabei me enchendo da vida dos outros, dos sentimentos dos outros, dos filmes, das bebidas, dos aromas, dos sons. mas após o prmeiro encontro não se afasta mais a morte do corpo. Como uma meretriz apaixonada ela nos dá prazer e nos rouba atranquilidade da consciência. Nos pertuba e ameaça expor nosso caso.
Aos dezessete provei a primeira dose de seu veneno, senti no canto da boca o gostinho do seu ciúme. Não era mais o menino seduzido, era agora o rapaz apaixonado pela vida. O ímpetode viver estampava meu peito e moldava meu sorriso. Isso era desdenhar, a morte. A traia com com sua rival. Trocava as noites quietas e solitárias pelos dias frescos da juventude. Enfureceu-se, deixou sua raiva dominar suas atitudes e deu-me o derradeiro aviso. Tarde demais. Já estava morto novamente, lá estava eu experimentando a morte dos meus sentidos. Me arrebatou dos braços da vida e me aprisionou no cárcere de sua filha bstarda, a tristeza, por longo período.
Devolveu-me a terra, deixou-me a força da vida, mas para garantir que não voltaria a ter outro caso, tirou-me a alegria do viver. Hoje sou defunto ambulante, carne sem vida em meio aos viventes.
Guarde seu receio para depois. Se você se idntifica ao ler estas afirmações, não se assuste, como eu não há só nós dois.

Texto de Jesimiel Sales,
cedido por e-mail. 

8.1.10

Sinais - 02

Enfim, adentrávamos mais um ano, e como qualquer outro, abraços,, desejos, promessas, coisas insanas e repetitivas que as pessoas costumam fazer todos os anos. Não sou muito lá dos rituais, mas gosto da coletividade e dos delírios pecaminosos da gula que se estravagam nesses dias.
A madrugada do primeiro dia do ano já se estendia lá pelas tantas, e lá estava eu, muito abraçado, mas totalmente vazio, já havia desejado a muitos felicidades e de muitos recebido os mesmos votos, mas não era o suficiente, era um vazio, uma sensação estranha com a qual já venho lutando há um tempo, mas que não se estendia além do meu olhar, fica por de trás dele, entristecendo-o.
O nada era tanta coisa, que já se ia longe a minha mente quando pensei nela, a luz, a cor, o cheiro, o que restou dos destroços da minha antiga, e não tão distante vida. Como a queria por perto: -Ligar-te tentei juro-lhe! - mas de nada adiantou.
Adentrei o ano, e a felicidade de tê-la aparentemente ficou no ano que passou.
Mas se por ai ficasse o desdém da vida para comigo, procurei por tudo e todos que um dia me cercaram, e ao menear a cabeça, vi que só ficaram os apontadores.
Muito ouvi nos estudos matinais dos domingos a história de jó, que homem, que exemplo, a vida o traia e ele acariciavá-lhe os cabelos.
Que esse seja o prelúdio dos sóbrios dias de alegrias que virão, e se estabelecerão como nuvem que repousa, sobre os justos.

Texto de Jesimiel Sales, 
cedido por e-mail.

6.1.10

2.1.10

Novo.

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Desde então imagino tudo melhor (todos, na verdade, fazem isso).Trazemos a esperança mais pra perto, os sonhos tornam-se mais vivos e a alegria toma conta de nosso sistema mental. Para nós, que de nada sentimos dor nesse momento... Caso que não acontece para aqueles que viram a morte chegar assim como o novo ano. Pior para os que viram chegar a morte de outros.
Triste.
Lamentamos, mas não esquecemos de tudo o que nos cerca. O champagne que acompanha as festividades, os cidras, vinhos e cervejas. Pode até sair palavras que expressam nossa dor pela boca, mas é minúscula. E não atrapalharia a contagem regressiva.
Vejo que os segundos poderiam voltar e levar junto consigo todos os destroços que atingiram os corações dos seres que agora lamentam e afastam toda forma de um novo ano de abundância, como as segundas que nos trazem força para começar algo que desejamos com alegria. Ou pelo menos, assim foi até agora comigo.
Que os 1ºs, segundas e inícios sirvam para todos, independente do sentimento empregado. Que desse jeito possa ser iniciado (não importando como) um novo ano.
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Por aqui, a contagem regressiva foi confulsa. E as felicitações seguiram esse ritmo.
Enfim, um bom ano para todos nós.

Bons sentimentos!
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[obs. Jeito estranho de se iniciar um ano, e desejá-lo boas coisas. Ou lembrar a virada. Depressivo isso.]