15.6.11

soma

“Essa minha preocupação sempre aparece quando não há o que temer. É esse meu medo que luto contra, querendo me destruir... Ou talvez só seja uma tristeza que acumulada quer se mostrar num desses momentos. Agora estou assim, para baixo, querendo não mudar. Essa mistura de preocupação do medo, ou vice-versa não faz sentido, mas o que sentimos não escolhe como aparecer nem por que. Não faz sentido.”
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O acúmulo de coisinhas me irrita. É algo que eu classifico como falta de atenção, ou interesse ou satisfação ou qualquer aspecto referente a pouca importância. Não, não. Não é esquecimento, desatenção, ser desligado ou acidental. Guardamos com carinho aquilo que realmente importa, brigamos por essas coisas, Não esquecemos. Não é referente ao presente, significa a grande existência no passado e uma probabilidade imensa de continuar no futuro. Isso chateia, mas não a ponto de explosão... É a soma. A soma irrita!
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Essa mudança que recuso a fazer é porque não vai me levar ao prazer. Pergunto-me todo dia: - onde fui me meter? Porque estou fazendo isso comigo? Porque não tenho coragem de encarar a mudança? Eu sou de fato um medroso, um nada. Não é essa visão que queria ter de mim, mas é a realidade!

3.6.11

3% - Série Brasileira!!!

Recomendaram esse piloto de uma série de ficção científica brasileira, com o nome: 3%O nome se refere ao processo de seleção que todo jovem passa ao completar 20 anos. Se aprovado ele poderá viver no lado bom da atual sociedade. O problema é que só 3% são aprovados a cada ano, passando por testes tensos. Os outros 97% voltam a viver no lado ruim, não podendo tentar novamente!
Você pode acompanhar pelo facebook e pelo twitter. Está disponível no youtube esse primeiro episódio dividido em três partes:

Parte 1/3

Parte 2/3

Parte 3/3

Muito legal!!!

23.5.11

Primavera

Depois do inverno doloroso, é esperada a a primavera e todo seu reflorescimento. É esperada o crescimento das boas coisas... É esperada a primavera "astral".
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O drama surgido num dia chuvoso e no começo do frio pode ter acabado na chuva, mas um pouco mais quente.    A cama pode estar menos cheia e o calor do corpo - de um, e apenas - seja o suficiente para esquentar o corpo e que o faça viver com mais vigor. E o rumo "caminha" para um verão formoso e claro. Com boas ideias e atitudes... Com uma liberdade gostosa de se viver. É assim o esperado calendário das estações daqui da minha cabeça e do coração.

Devem servir...

21.5.11

DRAMA

O dia começou nublado hoje. Melhor, nem começou e provavelmente não irá. Permanecerá assim por uma semana. E o pior é que nada posso fazer. Minhas ideias, iriam comprometer muito gente e se apenas dois fosse o resultado no término eu poderia ir até adiante. Mas tenho por quem prezar. Por quem recolher minhas escolhas e permanecer enclausurado aqui no cafofo, apenas imaginando.
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Agora a tarde tive a péssima ideia de ficar ainda mais nervoso pelas frases: "- Estou pensando."; "- Estou feliz!"; "- ...sozinha. Porque?"... E seus contextos e atirei minha mão direita contra o muro... Os anéis se foram e de sobra sinto que ela tenha se deslocado. Há um inchaço no midinho. Estúpida ideia... Melhor da próxima vez eu machucar outra pessoa!

17.5.11

presente monocromático 'no 21cm'

foto nude works 24 - por marcio murilo pilot


















As ogivas da alma, plugadas aos mísseis das palavras estão prontos para serem acionados. Da central de controle o pequeno verme mira das janelas molhadas por lágrimas.
Na Síria um homem acorda no meio da noite com um gosto ruim na boca, sua mulher o abraça, mas o mal já lhe avisara do pior. Não dormiria mais. Na Amazônia a mãe despede-se de seu filho, entregando-o a uma mãe Saxã, nunca mais o verá. O pai um caminhoneiro de beira de estrada, nem tomou conhecimento de sua existência. A comida pouca já a havia feito se livrar de mais dois. Não sentia, então, essa mulher?
A serpente se debatia entre os dentes, ferina e obstinada a lançar seu veneno no primeiro ser que lhe prestasse o verbo. Irrelevantes são ao homem os sonhos que queimamos para que a máquina continue a funcionar com perfeição.
Dos vales de Golã, espíritos tristes e mutilados gritam o que os Reinos de Insanidade já nos foram capazes de impor. Um tanque ruma na direção de um vilarejo na Rússia Oriental. Uma mulher chora, seu marido a segura pelas mãos e diz: "- Já nos vemos." Mete-lhe uma bala nos miolos e treme ao apontar para a filha. Quando esta cai ao chão ao lado da mãe, ele se despede da sua casa, e quando o projétil rompe-lhe a aorta fecha os olhos e se encontra com elas no Eliseu, não sem antes deixar uma lágrima molhar o rosto.
Da fronteira norte do Chile se ouve a prece dos missionários: "-Deus, salve-os, e não se esqueça de nós." Até onde alcança o pulso da bomba.
Lá pelas tantas a náusea o faz vomitar. O grande cogumelo cresce não muito longe dali. Nunca se casara. Nunca tivera uma mulher em seus braços. Arrependeu-se de não ter se livrado da sensação de renúncia. Parecia loucura, mas só conseguia se preocupar, naquele minuto, com a porta que não trocou.
A onda de calor derruba as paredes e queima as pálpebras, pra que seja possível olhar nos olhos o destruidor. Os artelhos capazes de causarem o mal maior são os superiores: afagam; aliciam; apontam; puxam o gatilho; excitam; quebram.
Mas já podia então a filha abraçar o pai, beijar-lhe o rosto e dizer que o amava? Pronto! Havia acabado. Não havia mais água, ar, solo, animais. Só a paz da matéria destruída.


Texto de
Jesimiel Salles
3.4.2011