16.4.14

Maconha

Semanas atrás comprei a revista Superinteressante - Edição Histórica: A Revolução da Maconha. Tinha visto sua capa bonita (aí do lado, e ela tem esse efeito psicodélico o que provocou essa faixa na foto) e me interessei pelas curiosidades que a Editora Abril traria nessa edição. Pois bem, a primeira impressão foi numa loja de roupa ao ser atendido, os funcionários observaram a revista e curiosos ficaram; ali mesmo começamos um debate sobre o tema. Eu, minha mãe e os funcionários. 
Ao ler, observei o quão desinformados somos e o quanto precisamos para quebrar todos os preconceitos propostos pela população. Os textos são escritos de maneira fácil e bastante informativos, mas exigem uma leitura posterior para quem realmente se interessar.

"Vai da história da planta, seja ela sativa, indica ou ruderalis (construída de uma maneira belíssima) a como plantar em casa, passando por questões políticas, financeiras (seus n's produtos derivados) e legais; regulamentação/legalização; distribuição mundial; a construção do preconceito e dos mitos a seu respeito; seu uso medicinal; o descobrimento do THC (Δ9-tetrahidrocanabinol); seus efeitos no organismo humano; e a busca pela maconha perfeita com o cultivo e a miscigenação de espécies e tipos. 98 páginas. Recomendo sua leitura e linkar as informações ofertadas com buscas mais aprofundadas sobre o tema."

Anos antes ganhei de um amigo o livro Maconha, cérebro e saúde, de Renato Malcher-Lopes e Sidarta Ribeiro. Li. O livro fala sobre as potencialidades e os efeitos na maconha no corpo humano de uma maneira bastante científica, apresentando dados de pesquisas e informações relevantes. Senti a necessidade de relê-lo. E recomendo.

O que eu quero dizer mesmo, depois de toda essa ladainha, é a necessidade de se discutir um assunto com efeito importante para a saúde, política, economia, segurança e educação. Esse ano parece ser "o ano" para isso ocorrer: depois da regulamentação no Uruguai e nos Estados do Colorado e Washington - EUA; de evidências dos benefícios sobre algumas doenças; do documentário ILEGAL e a explosão do caso da família Fischer... É necessário encarar o problema de frente, analisá-lo de maneiro cuidadosa e bastante criteriosa, avaliar os benefícios e malefícios, e observar a realidade que acontece em outros países que estão enfrentando o problema. Acredito que não basta cruzar os braços e torcer o nariz ao ouvir a palavra "maconha" ou qualquer derivado. Leiamos primeiro, estudamos, depois tiramos nossas conclusões.

Links:
Projeto de LeiSISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS, assinado por Jean Wyllys. (Confesso que não li todo).
Growroom, site brasileiro que discute o tema.

11.4.14

#vermelho


"[...]ela passa pela calçada, despercebida, vagarosa
enquanto a multidão ansiosa a vê
e se deleita com a beleza em ser
da mulher que habita quarteirões inteiros.
Nada ao certo se sabe,
sobre o corpo ondulado
que de tanto vislumbrado
envergonha-se assim, sem querer.
É na boca sempre pintada
de um vermelho vívido
que os homens meio tímidos
anseiam pelo prazer[...]"

Ass: Rodrigo Rocha

10.4.14

Traço moreno curvado

Rosa Menina Rosa by CéU on Grooveshark


Salta, clareia, marca. Teu passo nos compassa perdidos, tuas madeixas enchem nossos dedos e nossos olhos, teu desapego nos conforta, teu amor gratuito nos acalenta. Morena, quanto tanto rosa, dos perfumes e do brilhar, é sobre agradecimento, sobre felicidades e todo um mundo que temos a lhe desejar. Seja essa belezura, esse encanto que enaltece o lugar que pisa. E nos seja no aperto do peito.

Pelas assinaturas: minha e de Leo.








Foto, do nosso queridíssimo, Calleo.

22.2.14

O mosquitinho ou a, não saberá.

Lá estava ele, simples, como se aquele papel amarelo colante fosse um gigante campo, como o terreno na caatinga. Diante o seu tamanho, e a partir das bordas do campo de caatinga existia, quem sabe, um oceano, riscado em branco e azul, tão macio, mas tão macio que era gritante contra a aspereza do terreno amarelo. E mais adiante existia uma montanha anuvemzada, branca amarelada - tem gente que diria estar encardida, mas ela não acreditaria nisso. E o tempo, e a brisa que vinha de um lugar exato e a calma e aquela estranha coisa com árvores distribuídas por uma imensidão e um paredão colorido logo acima... Ele ou ela, não se sabe, tranquila. Mas é que de repente esse local com árvores distribuídas se move e vem em sua direção, e no instinto inerente tenta voar com suas tímidas asas, mas cai sobre seu corpo todo aquele peso de gigante, e arrasta.
O dedo tornou-se sujo. O papel amarelo autoadesivo também.


UMA NOTA QUE NADA TEM SENTIDO: Li o Felicidade Clandestina, Clarice Lispector. É belíssimo, com a sutileza da realidade, do cotidiano... Ou mesmo sua conotação áspera, crua e vívida. A Clarice nos deixa próximos das suas ideias, do que seus olhos viram e sua mente imaginou. É gostoso, apaixonante e rápido. 
Preste atenção na simplicidade!
"[...]Pois se alguém prestasse atenção veria que ela lavava roupa - ao sol; que enxugava o chão - molhado pela chuva; que estendia lençóis - ao vento. Ela se arranjava para servir muito mais remotamente, e a outros deuses.[...] A CRIADA"

15.6.13

Aos queridos.


Esse texto foi imaginado como uma despedida minha à graduação e uma saudação ao tempo novo como profissional que me aparece. Foi matutado para demonstrar como espero que os caminhos sejam inúmeros e que a experiência que obtive de conhecimentos teóricos e práticos sejam acrescidos de mais ideias e informações. Mas esse texto, mentalmente, se tornou nostálgico e me lembrei das coisas que realmente aprendi nesses anos e que eu não deveria deixar passar por entre os dedos sem me apegar. Foi então que elaborei, ao deitar da noite, já com os olhos lacrimosos, esse meu adeus a quem eu tanto amei. Antes de qualquer elogio ou consagração, eu quero agradecer. Digo obrigado aos colegas, que viraram amigos e que viraram irmãos. Obrigado por me ensinar a viver, a possuir responsabilidade sobre os ombros e saber me estabelecer presente nos momentos adequados. A ter a coragem para desbravar percursos desconhecidos e  ansiar por novas conquistas. A ter nas noites mal dormidas o conforto das tuas palavras de estímulos na manhã seguinte, percebendo que tuas energias também já se esvaiam. Obrigado pelos abraços de parabéns e por me apoiar nas dificuldades. Por me tornar mais humano e mais perspicaz com as minúcias que são de fato importantes.
Elogio as pessoas que se agarraram ao meu peito e que pude perceber o quão grande são. Dividindo a juventude comigo e discutindo assuntos e ideais seculares. Elogiar as vozes afáveis que confortaram meu coração na balbúrdia do intervalo com suas melodias peculiares. Às discussões tenras que eram travadas nos percursos do campus. Às risadas enaltecidas devido às ilícitas. Aos suores estabelecidos nas festas e as lícitas divididas entre mesas e bares. Às viagens compartilhadas e o aprendizado de vida obtido.
Nostalgia ao lembrar dos mestres que me encaminharam, apoiaram, perseguiram, travaram e que me tornaram o tão profissional esperado. E dos momentos vividos, que não serão esquecidos.
Amigos, minha dezena, meus três, minhas duas. Não desfalecemos da vida, estamos apenas nos desgarrando, cortando o cordão umbilical, soltando as mãos após anos grudadas. Nesses próximos dias estarei desejando a constante aproximação nos futuros anos, mas me torno realista e não vislumbro tal constância. Então, passarei a vivenciar essa constância nas próximas semanas, se assim me for permitido. 
E desejo a vocês o que busco para mim, plenitude.



Queridos, 
imagino que vivenciarei essas emoções e que esteja sendo assim para vocês.