29.7.09

jogo rápido.

[...e nesse meio tempo as notícias correm como vento. Espalha-se em qualquer direção e me afeta sem muita dificuldade. Essa mistura de gostos transforma o que agora já não é mais. Sabe... Estou em parte alegre por essa perspectiva nova de realização de desejos, contudo, há fatores que não me deixam estar por completo e aí surge o pesadelo. Sempre desconfiei de algo aqui ou aculá, mas nada tão visivelmente transparente. Cara dura! O que me importa agora? Tudo na verdade. Sobretudo não tomo atitude pras coisas não piorarem...]

25.6.09

É de lágrima!

...quando olho a volta fico tonto e perco-me nas (im) e probabilidades. Talvez para ser feliz é necessário um pouco de mentira, ou melhor, omissão. Quando se quer construir uma fortaleza considerável é preciso muito paciência e uma lista imensa de ingredientes. Não me vem ao caso. Fico naquele medo disso cair sobre mim. Mas na verdade meu outro medo ainda é maior.


Eu e Ela


Quando eu comecei percebi que Ela já queria terminar. Ainda consegui dizer altas coisas, mas parece que seu ouvido estava em outra. Houve resquícios e Ela me respondeu numa pergunta.
- Eu não faço suas vontades?
E ficamos num silêncio infernal. Aí a discussão girou em torno do silêncio que nos abatera.
- Vai ficar quieta ainda mais?
- Decidimos ficar, não?
- Não entramos num acordo em ficar. Eu fiquei por sua pergunta... Esperava que você iria quebrá-lo.
- Mas ele é bom para refletir...
- Nessa situação silêncio demais pode nos levar a um "nunca mais falar". Sabe do que estou falando!
- Não. O que é?
- Término.
[ um silêncio imenso ]
Ela disse depois de me olhar:
- Já vou.
- Vamos ficar desse jeito?
- Estou farta disso por hoje.
- Lembro-me de você dizer que gostava de resolver o quanto antes.
- Devo ter dito, mas não hoje.
- E quando irem...?
- Não sei! Boa noite!
- Isso quer dizer o fim?
- Você quer dizer isso?
- Não. Mas pode se tornar a melhor maneira.


É um fim trágico e indesejado. Torço para que isso melhore. Realmente!




Foto: Guilherme Santos






27.5.09

INFORMATIVO (a partir de Lutero)

Ontem no Jornal Nacional (Globo) foi apresentado o primeiro capítulo de uma série (Os Evangélicos, “com vinheta de divindade”) que fala sobre as ajudas sociais que as igrejas – religiões – protestantes fazem em sociedades tanto capitais como interioranas. Primeiro: iniciou-se devido ao fato delas não conterem tantos fiéis e assim, não serem divulgados à população geral os benefícios de se recolher o dízimo (dinheiro) tão falado – atentai para a imagem do saquinho azul mostrado ou as bandejas de alumínio conhecidas por todos. Segundo: possivelmente para crescer o quadro de pessoas adeptas a tais (porém é estranho a Globo fazer isso, cairia melhor para a Record, não?!). Sobretudo o que mais achei estranho foi um fragmento que tratava de uma aldeia de índios e de, primeiramente, dois evangélicos que vieram da Inglaterra para o Brasil ensinar dogmas e ideias para um povo indígena (que mistura de língua!), daí eles conseguiram mais ajuda e expandiram o negócio. Assim, a tribo perdeu seu pajé, logo substituído por um pastor; a tribo iniciou um processo de aprendizagem à leitura e escrita, do português; suas heranças culturais – mostradas em imagens – viraram ritos escolares em comemoração a datas, trabalhados por aquele senhorzinho que não desiste; as crenças que antes eles acreditavam foram trocadas por um Deus onipotente, onisciente e onipresente… Não é estranho? Essa imposição de uma cultura sobre outra? Essa troca alegando haver uma cultura superior a outra, ser a certa e levar ao caminho da benção? Fico me questionando e pergunto a você!
Não digo que é errado ajudar comunidades carentes, perguntar se está apto ou apenas com uma vontadezinha para conhecer nova cultura e depois avaliar se quer ela pra si ou não. Entretanto forçar algo do tipo e ser mostrado com um sorriso na cara não é uma coisa muito agradável, pelo menos pra quem tem consciência de que isto está acontecendo. Eles possuíam?
William e Fátima me surpreenderam. Os sorrisos ao fim foram de comemoração... Será que estava escrito naquela telazinha que eles leem para darem tais sorrisos? No chamado telepronpter?! Vai saber...

26.5.09

Dita...

“Passarinho que come pedra sabe o cu que tem”, mas todos chegam a um limite e não suportam mais tanto sofrimento. Imaginem receber simultaneamente chutes, pauladas, choques etc.! Imagine ser cuspido e queimado, estuprado, colocado a boca e o nariz na descarga de um carro. E tudo isso para o bem da sociedade e ordem de um país de merda.
Enquanto isso os sulinos conversavam do milésimo gol de Pelé e a extraordinária performance de Rivelino. E nada mais... Quem tentava salvar a União de porcos imundos que proibiam a liberdade eram mortos, sumidos e o pior: torturados. Naquele momento a morte provavelmente era o melhor bem. Tanto para não sofrer horrores como para não entregar colegas...
Imaginem! Doe até imaginar...
Eu decretaria a busca dos idosos que participaram de tal ato macabro... Buscaria aqueles que batiam, cuspiam e daria o troco. Recompensaria e faria jus a ideia de terroristas que lhes foram dados. Seria tão irracional quanto. Mas sei que não compensaria em nada... Os que deveriam estar vivos para participar ou assistir já não estão.
Só pensamos em violência como solução. Não passa de problema!
E Tito dizia antes de se enforcar: “...assim externarei a lembrança de um passado sombrio.”. Por que a cadeia dele foi a pior... E pra se livrar bastava não mais existir.
Batismo de Sangue. Excepcional!
[Ficamos assim sem nexo...]

22.5.09

Hoje sei realmente.

O mundo torna-se engraçado pelas situações que ocorrem. Por que essa aproximação toda? Por que teu método estranho para conseguir algo? Basta-nos de tanto bobagem vivida e tanta vida transformada em bobagem. O que quero certamente não é o que desejarei amanhã... Mas isso não impede d’eu hoje pedir para gostar amanhã. Quando queremos algo com muita vontade ou apenas vontade, conseguimos ter. O que falta a todos é coragem pra encarar os riscos e os desafios que supostamente aparecerão. Então, porque não viver o que te dá prazer? Porque não decidir o que é melhor ou não pra você? É tanto que não conseguimos controlar. É tanto que ficamos numa dúvida cruel.
Hoje eu quero... Certeza! E certeza que hoje quero que amanhã seja o mesmo gosto que hoje. Por fim, desejo um fim belo... Com o drama do passado, o gosto do presente e a vontade de futuro.




20.5.09

Pós-filme

E não percebemos mais que 50% do que está a nossa volta. Não aproveitamos os segundos infinitos capazes de transformar uma visão de mundo, uma vida. Não nos arriscamos o suficiente para salvar vidas, nem para cuidar da que temos... E zelar pelos outros. Erramos o tempo inteiro e reclamamos dos erros que avistamos – dos outros. O espelho não atinge a nós... Não nos revelar, nem mostra o reflexo de quem somos. Apenas copia o extrato superficial da nossa pele e nós já achamos o bastante para dizer: “-Belo!” ou “-Nem tanto.”
Deveríamos correr mais na chuva, respirar pensando na respiração, beber água em qualquer temperatura e em diversos recipientes. Sentir o vento gélido do fim de outono, e o sol que aquece os sentimentos do inverno. Pensar na visão de um pássaro pousar no fio de alta tensão tranquilamente. Na comida no prato e sentir os gostos distintos. Transar num cardápio diferente, com amor, por apenas sexo, no escuro ou no claro, na rua ou em casa.
Deixamos de fazer e sentir mínimas coisas. Deixamos de viver nossa vida planejando em como será o futuro. Talvez fosse necessário um acordar para o presente... Um aproveitar o que temos e podemos agora.
Viver intensamente. Deveríamos viver.