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21.4.13

pavilhão


a ferida nua, despida de qualquer granulação, 
pulsa na lombar da velha que esboça sem esforços 
uma tristeza cruenta e uma voz inaudível.
do outro lado do corredor vejo um senhor,
também sufocado na sua incapacidade de falar,
se tornar violento por qualquer razão que lhe venha perturbar.
não muito diferente em sofrimento 
no canto pobre da situação
sofre em coletivo os seus "joãos"
ao lado das marias e dos josés.
nas camas enferrujadas e sujas de infelicidades passadas
encontramos despojadas em doenças, nossas práticas
a qual passamos como um martírio maior que qualquer outro
como se nosso sofrimento fosse compatível ao que
estamos sendo treinados a cuidar.
não há consolo na água suja do corredor,
não há vida transbordando,
dia após dia olhamos o término de nosso tempo
passado vagarosamente, como se quisesse nos arrancar mais gritos.
e lágrimas. 
e dor.

#dia pouco de um estágio grande

20.10.12

Emergência Guerriada


Não tenho certeza como é, mas aquilo só pode ser cenário de guerra. Um ambiente hostil para a sobrevivência de qualquer ser, principalmente para humanos que já estão baleados da constante batalha: a vida. Partindo da ida sofremos ao subir um morro quase em 90º, a recompensa nessa escalada é a visão privilegiada do mar, logo ali no horizonte, dançando em traços azuis e verdes. Nossa visão consegue delimitar, como que feito em traço de lápis a separação entre os tons de belezura.
Parados na guarita já entristecemos pelas condições exteriores de sua aparência física. O acolhimento que deveria fazer jus ao seu nome é retalhado entre falta de cadeiras, lotação constante, gritos e choros, ineficiência de atendimento – talvez não por má educação do profissional, mas pela falta dos mesmos, ou (ainda imagino outras causas) falta de espaço, preparação, condições! As paredes turvas-azuis (tom exclusivo de sua existência) seguram os ombros cansados e machucados que buscam auxílios variados, auxílios que poderiam mesmo serem dados ao lado das suas casas, nas unidades primárias. Quando você penetra o portal da miséria encontra mais fila, te fazendo imaginar que só pode ser divertimento público sua criação, mas não.
Ali em poucos metros quadrados de um corredor você consegue soltar a fala rotineira: - Que cenário de guerra! Todos falam, você irá falar se visitar. Logo após esse momento verbalizado lhe alcança uma barrufada de odor. Não é o odor que está acostumado nos hospitais da vida, não é éter. É cheiro de doença, de ferida, de aconchego com a morte (se assim posso me ousar). A população doente espalhado por aquele espaço, encostados nas paredes sobre as macas enferrujadas, recebendo soros em suporte também enferrujados. Ao andar do começo ao fim – talvez entre 15 e 20 metros – você escuta uma sinfonia entristecida e também, por que não, enfurecida pelas condições (tosses, espirros, gritos, resmungos, cochichos, gemidos e uma gama de onomatopeias).
Resumindo minha estadia de oito dias vos conto o que vi e vivi nessa pseudocabana de guerra construída no morro do Alto da Conquista (propício: é o sentimento que se tem ao chegar ao topo e ao conseguir sobreviver desse atendimento).
Vi senhores chegando ensanguentados e esperando por atendentes médicos pedindo para esperar, ou melhor, enfermeiros pedindo para esperarem pelo atendimento. Como se ouvisse em resposta: - Ah! Ok! Não estou com pressa. Posso curtir um pouco mais a dor e perder um pouco mais de fluidos corporais. Vi senhoras e senhoritas se espremerem em filas para medicações e curativos, deixando transparecer na face alegria de estar esperando enquanto não recebem a “cura imediata” para o problema. Crianças de colo, de pé e de cama, por que não, emudecendo-se e chorando por estar ali, assustado naquele ambiente, respirando aquele fino ar. Vivi a grosseria de atendentes, os bons dias não respondidos, os procedimentos acelerados, o nervosismo generalizado, a reclamação contagiante, a tristeza de se estar ali na função de doente ou de cuidador.
Termino triste, não pela experiência de praticar um componente curricular, de realizar procedimentos, porque mesmo depois desse desgrenhado relato, aprendi. Todavia fico triste por saber que não vai sair dessa lama, por estar cada vez mais afundado. Por ter como novo governante – extraído de relatos de moradores antigos – o deus da roubalheira.
Sem delongas, recomendo dois pontos: escolham outro, vá realmente se necessário a esse hospital (como se o tipo de lugar fosse turístico) e se forem, tomem um café da barraquinha logo ao lado pra lhe dar uma revigorada, talvez.

28.4.12

Confissões de um invejoso criador romântico

Sou um romântico por natureza. Invejosamente como aqueles do século XIX. Os mesmos intitulados artistas, boêmios, que apreciavam a esperança e a paixão, embelezavam ainda mais o entardecer, o crepúsculo e a criativa duradoura madrugada em suas deslumbrantes palavras. Delicio-me com as poesias dos ultra-românticos, mas principalmente com o poder de criação de mundo que lhes cabe. Essa habilidade de ser Deus que, comparativamente, está na mão de todo artista.
O ponto crucial que nos torna amadores e invejosos frente a Ele, é que temos certeza que nossos mundos criados são fictícios. Sua graciosidade é a dúvida, que habita nossas mentes e, portanto, preferimos - pra contrariá-lo e não dar o braço a torcer - nos intitular ateus.
Somos de uma nação que nega ser criação de outro. Nos achamos autossuficientes e capazes de ter nascido de algo que não Deus. Procuramos uma explicação plausível, contrária mesmo àquilo que somos e fazemos. Gostamos desse sentimento autoritário e poderoso. Gostamos de O ser - pelo menos essa classe de românticos.
Não afirmo sermos piores ou melhores, assim como não classifico os românticos e artistas que acreditam fazerem parte de uma inspiração. Como ateu, percebo, mesmo assim, a beleza da aceitação de ser um personagem de livre criação, e me regozijo quando tal personagem é de fato um criador, se permitindo levar pelas brisas das ideias e que dialoga criativamente com o Criador. Aponto-lhe: o que você planta ultrapassa a barreira de qualquer certeza.
A linguagem que nós, românticos e artistas, utilizamos é universal para expressar o que de belo ou não a vida tem. O poder que temos de criação e apreciação da arte e, por consequência, da vida é que nos aproxima do indizível. Aqui na Terra sentamos nas nossas poltronas do Olimpo, somos os deuses do politeísmo dos nossos mundos e, certamente, estamos honrando a vida que nos foi dada.
Sou um romântico, ateu, apaixonado pela flor azul.

18.4.12

Foi...

...o que pensei: levantar sorrateiramente, entregar o bilhete com meia dúzia de palavras reconfortantes e sorrir.
-
...o que fiz: guardei meus pensamentos, abaixei a cabeça e saí do átrio em silêncio.


Ela chorava pela perda inexplicável. A amiga consolava com curtas palavras e toques. O barulho do dia corria. E eu já me sentia incompleto.

29.3.12

“- Não é pecado, é diversão. O que faço com meu corpo não é sua preocupação!”


A manhã do amanhã já é presente, de grego, mas ainda assim aceitável, e ela desnorteada em tempo e espaço perambula por entre os poucos sonolentos que buscam uma boa onda. Seus pés com areia, apenas uma cueca azul, sua blusa em soma com sutiã ajudam em evidenciar o crime. Bebeu, fumou, cheirou e transou.

Essa é uma combinação repudiada pela sociedade. Quatro verbos que não devem ser conjugados juntos caso você não queira uma resultado catastrófico. Quem sabe um dos três primeiros com o último. Recomendo por sinal... Mas não seja tão leviano e irresponsável. Depois de devido conselho e repreensão conto-lhes o que meus olhos não viram, mas o que muita imaginação recriou.

Era noite festiva, dessas que adoramos estar presentes. Todos amigos reunidos, amigos de amigos e amigos de ninguém. Curtindo um bom volume de música, uma péssima ou, até mesmo, mediana escolha de áudio, não importa. A bebida vem fácil, sem empecilhos, sem discriminação e toda aquela massa incentiva seu uso. São dois, três copos, uma garrafa, duas, quem sabe três vodcas, uísques... Labels da vida.
Aí sim aparece o cigarrete. O cigarro de tabaco, maconha ou de palha. Um grupo do grupo aprova o fumo, já descriminado! Mesmo que seja apenas o “branco”, somado ao álcool a Terra não é mais um globo. Ela já se torna surrealista. Lenta, engraçada, filósofa. Para alguns, sem pestanejar a carreirinha se transforma em sucção, coceira no nariz, irritação nas cavidades, agitação em promessa. Imagine então quando tudo isso é somado dentro de poucas horas, dentro de muito espaço, dentro de uma população despreocupada com o sol nascer?!
A guria descolada não se enxerga nessa situação, as amigas, talvez naquele ano, as melhores, também não. Um sedutor barato, aproveitando da diversão impressa na face entrelaça seus dedos nos dedos finos da menina, e a puxa. Não num socavão, não! Deve ser discreto, deve ser ainda assim, romântico.
Por detrás das ruas principais encontram-se ruas paradisíacas, destinadas exclusivamente para navegantes que buscam quinze minutos de paz entre si. Enquanto ele a leva é possível vislumbrar corpos somados em somas simples, de um mais um e em somas mais elaboradas, como em dois mais um ou dois... A escolha do recanto deve ser minuciosa, as lâmpadas não devem alcançar! Não se busca proteção para partes baixas e sua malemolência, quando se vê dois vultos em tamanho movimento é certo que há o que se deve ser. Mas é a cara que se esconde em palmas. Aquele sol a nascer pode guardar vergonhas que custam a desaparecer. Todavia o galã oportuno tem medo de consequências mais severas, já que sua dondoca foi tecnicamente raptada da roda amiga.
É então que o último verbo é conjugado e consumado. Satisfeito por sua performance, o indivíduo se veste às pressas, talvez por motivos coerentes, e deixa pra trás sua cueca. Naquele momento, o que importava? Se emaranha na escuridão das ruas e volta para a curtição. Contando vantagem. A guria, tendo o efeito dos “animadores” diminuídos se vê atordoada naquela situação. Sua calcinha e short já tem mais dono, o que lhe resta (em teorias conspiratórias populacionais) é a cueca azul para proteger o que naquela noite fora apenas de um. A claridade devasta sua inconsciência, o barulho agita seus neurônios, o rosto amigo se aproxima, e a confiança de uma boa dormida lhe recai aos ombros.
As maçãs faciais ruborizadas não tem proteção. Os efeitos do amor e outras drogas estão em zero. A consciência, sua e alheia, pede explicação... E é aí que passa a funcionar a sua imaginação.

31.12.11

11 - 12

Agradeço os ocorridos nesse ano de 2011. Olhando pra trás percebo o quanto cresci e ajudei outras pessoas a crescerem. Alguns aspectos ainda são defeituosos, mas já percebidos. E vislumbro um bom sonho de 2012, com realizações conseguidas, um aprendizado gigante sobre qualquer contexto vivido e que abram nossos passos para o 13, 14... E afins! Feliz ano novo!!!

(E os três caroços das três uvas enrolados no dinheiro!)


28.11.11

leo


Numa fotografia bela como homenagem, um colega a intitula Flores e Silêncio, o que nossa cultura propõe nesse ritual nostálgico que enfrentamos ao lado do nosso ente querido durante aquele período de tempo e depois o veja sendo deitado no desconforto da terra. Suponho que as flores sejam em forma de homenagem por tudo o que foi feito por ele e, como diz uma frase alheia, “são a primavera da vida que floresce na eternidade”. E o silêncio é nosso singelo respeito, é o que nos faz relembrar e fazer escorrer pelo canto da face a gota de nossa tristeza.
Éramos próximos pelas circunstâncias da vida, compartilhávamos momentos uno de experiência, assim como aqui estamos fazendo, e como num piscar a beleza do movimento se esvai. Resta-nos a dor de lembrar e de ainda não acreditar na possibilidade disso ter acontecido. Mas, de fato aconteceu meus amigos. Sei o quão duro é aceitar a ausência do outro, permitir que lhe tire por entre os dedos a delícia da convivência e tentar seguir adiante depois do ocorrido, mas me proponho a não deixa-lo sair de minha mente, a trazê-lo em diferentes momentos para próximo ao peito e trata-lo com seu merecido carinho e honra.
Como numa frase que sempre brinco, digo: “ele cumpriu sua sentença”. Mesmo indignados fiquemos por quem dita a vida, por ele não merecer fim tão rápido, por supostamente ter todo um trajeto a ser percorrido, paro e reflito naquilo que ele fez. Não me perco em tempo para reclamar da foice, mas dedico-me exclusivamente para refletir o quão saborosa foi sua passagem aqui conosco e como será vívida suas ideias e ideais para o tempo que também me for concedido.
Apego-me ao budismo e cito que “se nos lembrarmos da inevitabilidade da morte, geraremos o desejo de usar nossa preciosa vida humana de modo significativo”. Acredito que ele procriou muita significância nos seus passos, com sua perspicácia, inteligência, educação, por disponibilizar a troca de experiência, por nos persuadir com seus pensamentos, por se tornar referencial de pessoa, por me fazer brilhar os olhos com suas palavras, por me fazer ter uma boa inveja para com seu comportamento. Entretanto não descarto o que ainda poderia vir, mas, novamente, instigo-me a disseminar o que com poucas palavras e demonstrações o que ele me ensinou.
Sou pequeno demais para julgar o que nos acontece a partir desse ponto, não sei o que habita sobre mim, mas afirmo o que também quero como desejo próprio, que minhas palavras, singela sabedoria e minha vida seja relembrada sempre que possível, para recriar sorrisos, exemplos ou mesmo por fugaz lembrança. Soube que no ceu ele foi velado e talvez no céu ele tenha ido, mas enquanto terra o que fiz e o que agora quero fazer a seu respeito é lhe ofertar como flores as minhas palavras para citar seu nome e em forma de respeito, deixo de lado a meditação do silêncio, e peço para que façamos uma salva de palmas para a vida de nosso querido colega, Leonardo.   

28.10.11

Sexta a noite tem:


"Aiô o chinelo vai chiar...
aiô o chinelo vai chiar...
aiô o chinelo vai chiar...
com o Wilsinho dos teclados,
o chinelo vai chiar..."

Baita Cultura! A gente vê por aí!



Dos três anos que o ZIN (sem o -ho) fez no dia 14.

Como sou um "postador" muito regular e atencioso com as coisas, todos vêem, não percebi que no último 14 de outubro esse endereço aqui fez três anos de existência. E eu queria dar os parabéns para mim (autossuficiente). Coloquei o -ho lá em cima - explicando... - porque eu mantive um blog chamado Heroizinho por um curto espaço de tempo, ou nem tão curto assim, acho que um ano. Quando tive a esplêndida ideia de tomar o apelido do meu vô para criar uma certa descendência (depois de um tempo surgiu o fictício clã Zin, minha família Gonçalves. OBS: Que agora já tem o FeiZin, o pequeno). Então 'tá aí... Perturbando o silêncio alheio, criando situações desconcertantes e matando de vergonha os meus familiares e amigos.

Utilizando dos frequentes-anuais posts do blog do meu irmão, Binóculo Míope, tenho a estatística (menos numerosa):

150 posts
265 comentários
1 página (a C.S.C)
4.586 visualizações
Visitantes de diversos países (Brasil ¬¬, EUA, Alemanha, Portugal, Holanda, Japão, Índia, Canadá, Rússia e França) seja lá o que estiveram procurando...
...
E um único post com quase 1.000 visualizações (fica a dica: vale colocar um título com alta busca no google)


PS: E 7 visualizações de página pelo navegador 
Jakarta Commons-HttpClient, o que é assustador!

11.9.11

- infortúnio


Hoje tudo lembrou a destruição. Seria esse um dia anormal?
-
É quando nos preocupamos com coisas pequenas que algum coisa nos direciona o pensamento e nos coloca de volta a possíveis realidades. Que as coisas anteriores são fúteis o suficiente para enchermos a cabeça. Não me refiro a ferros retorcidos, tijolos destruídos, nem o mar de cinza que cobre o lugar. Até podemos nos corroer com as possibilidades que inventamos e até por imaginar as situações e reações que ocorreram no momento, mas agora o que mais me aflige é saber que estão sofrendo. O sofrimento do outro me traz sofrimento. Quando se trata dos próximos a dor ultrapassa distância e nos abate por corpo inteiro. Não sei qual a reação ou o que devera fazer agora, nem quais palavras eu poderia tentar balbuciar, ainda atônito. 
Nesse momento o que meu corpo responde são singelas lágrimas que escorrem por entre as maçãs e as bochechas. Agora eu sou nada.

ps: quando avaliamos de longe tudo parece pequeno, mas isso pode nos causar grande destruição quando já estamos frágeis.

Coldplay - don't panic

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10.9.11

jump.

A brisa passava por entre as retas da cidade, no alto, nos topos de nossas visões. O mundo lá embaixo respirava impaciente, seu turbilhão de movimento compõe o fim da rotina humana. O tempo se esgotava para o término da semana; parado aqui na cobertura meus pensamentos são vazios, por incrível que pareça, é composto pelo de sempre, pelo minha modesta fuga da realidade. Não quero descer, não quero ter que olhar em faces de mesmices, de homens machistas e seus diversos esteriótipos, nem para mulheres bonequinhas, fúteis, desprezíveis. As pessoas que normalmente vivem nos apartamentos abaixo, nas casas espalhadas, nesse mundo babaca habitada por macacos.
Porque temos que engolir tantos sapos? Abaixar a cabeça e fingir uma excelente convivência. Não aguento, meus nervos estão tensos, minha vontade é mandá-los todos para a puta que pariu, talvez assim seria melhor, sem as vossas existências. Saiam de perto, saiam de mim!
-
Nesse meio termo entre o salto e o chão meu reflexo na vidraçaria do prédio mostra um eu triste, cabisbaixo, insatisfeito. Quem dera eu ter coragem, ter vida e ter o mundo.

Jamie Cullum - 21st Century Kid

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26.8.11

nota rápida dos términos

Não, não são engraçadas essas situações, mas são, no mínimo, curiosas as atitudes dos humanos diante aos términos. Desde o começo - especificamente desde o nascimento - já se sabe das possibilidades e até mesmo das probabilidades. Em alguns casos, gostam mesmo é de se arriscar e ver no que vai dar, noutros casos sabe o que se passa, mas não quer enxergar. Ainda há a situação de transcorrer tudo normal e ser assaltado pelo destino (ou seria pela vida?).
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Porque não aceitam? Porque não aceitamos...?