A
cultura da saúde mental, antigamente, mantinha um “estufar de peito” por ver
seus centros manicomiais cheios, repletos de pessoas sem rumo, sem continuidade
na história, sem expectativa de vida. Encarcerados num entretenimento vicioso
em mantê-los ocupados com a desocupação, tornando-os doentes constantes,
focando o valor monetário e a boa vida no trabalho – entende-se vida fácil e
autoritária na rotina.
O
filme nos mostra essa realidade degradante que sobrevivia no século passado. Os
profissionais utilizavam de uma autoridade para controlar seus bens
orçamentários, acreditando estar fazendo o papel orgânico-social-psicológico
correto com aqueles indivíduos. A vida que era proposta a esses seres com
problemas mentais era humilhante, desonrosa e frustrante de ideias, sonhos e
ideais. Não se existia probabilidade de se viver ao adentrar nessas
instituições, nos direcionando a ter sentimentos de revolta aos profissionais e
compaixão aos internos.
