Dei uma apreciada.
28.4.12
18.4.12
Foi...
...o que pensei: levantar sorrateiramente, entregar o bilhete com meia dúzia de palavras reconfortantes e sorrir.
-
...o que fiz: guardei meus pensamentos, abaixei a cabeça e saí do átrio em silêncio.
Ela chorava pela perda inexplicável. A amiga consolava com curtas palavras e toques. O barulho do dia corria. E eu já me sentia incompleto.
29.3.12
“- Não é pecado, é diversão. O que faço com meu corpo não é sua preocupação!”
A manhã do amanhã já é
presente, de grego, mas ainda assim aceitável, e ela desnorteada em tempo e
espaço perambula por entre os poucos sonolentos que buscam uma boa onda. Seus
pés com areia, apenas uma cueca azul, sua blusa em soma com sutiã ajudam em
evidenciar o crime. Bebeu, fumou, cheirou e transou.
Essa
é uma combinação repudiada pela sociedade. Quatro verbos que não devem ser
conjugados juntos caso você não queira uma resultado catastrófico. Quem sabe um
dos três primeiros com o último. Recomendo por sinal... Mas não seja tão
leviano e irresponsável. Depois de devido conselho e repreensão conto-lhes o
que meus olhos não viram, mas o que muita imaginação recriou.
Era noite festiva,
dessas que adoramos estar presentes. Todos amigos reunidos, amigos de amigos e
amigos de ninguém. Curtindo um bom volume de música, uma péssima ou, até mesmo,
mediana escolha de áudio, não importa. A bebida vem fácil, sem empecilhos, sem
discriminação e toda aquela massa incentiva seu uso. São dois, três copos, uma
garrafa, duas, quem sabe três vodcas, uísques... Labels da vida.
Aí sim aparece o cigarrete. O cigarro de tabaco, maconha
ou de palha. Um grupo do grupo aprova o fumo, já descriminado! Mesmo que seja
apenas o “branco”, somado ao álcool a Terra não é mais um globo. Ela já se
torna surrealista. Lenta, engraçada, filósofa. Para alguns, sem pestanejar a
carreirinha se transforma em sucção, coceira no nariz, irritação nas cavidades,
agitação em promessa. Imagine então quando tudo isso é somado dentro de poucas
horas, dentro de muito espaço, dentro de uma população despreocupada com o sol
nascer?!
A guria descolada não se enxerga nessa situação,
as amigas, talvez naquele ano, as melhores, também não. Um sedutor barato,
aproveitando da diversão impressa na face entrelaça seus dedos nos dedos finos
da menina, e a puxa. Não num socavão,
não! Deve ser discreto, deve ser ainda assim, romântico.
Por detrás das ruas
principais encontram-se ruas paradisíacas, destinadas exclusivamente para
navegantes que buscam quinze minutos de paz entre si. Enquanto ele a leva é
possível vislumbrar corpos somados em somas simples, de um mais um e em somas
mais elaboradas, como em dois mais um ou dois... A escolha do recanto deve ser
minuciosa, as lâmpadas não devem alcançar! Não se busca proteção para partes
baixas e sua malemolência, quando se vê dois vultos em tamanho movimento é
certo que há o que se deve ser. Mas é a cara que se esconde em palmas. Aquele
sol a nascer pode guardar vergonhas que custam a desaparecer. Todavia o galã
oportuno tem medo de consequências mais severas, já que sua dondoca foi
tecnicamente raptada da roda amiga.
É então que o último
verbo é conjugado e consumado. Satisfeito por sua performance, o indivíduo se
veste às pressas, talvez por motivos coerentes, e deixa pra trás sua cueca.
Naquele momento, o que importava? Se emaranha na escuridão das ruas e volta
para a curtição. Contando vantagem. A guria, tendo o efeito dos “animadores”
diminuídos se vê atordoada naquela situação. Sua calcinha e short já tem mais
dono, o que lhe resta (em teorias conspiratórias populacionais) é a cueca azul
para proteger o que naquela noite fora apenas de um. A claridade devasta sua
inconsciência, o barulho agita seus neurônios, o rosto amigo se aproxima, e a
confiança de uma boa dormida lhe recai aos ombros.
As maçãs faciais
ruborizadas não tem proteção. Os efeitos do amor e outras drogas estão em zero.
A consciência, sua e alheia, pede explicação... E é aí que passa a funcionar a sua
imaginação.
12.3.12
Câmera, som e produção
Achei decente, com um "barulhinho" legal de se ouvir e uma excelente imagem. Além da curiosidade de uma produção individualizada!
31.1.12
Sobre a pouca experiência em Saúde Mental - Autonomia
Quando exposto o tema autonomia
numa frase da docente ao comparar a liberdade e independência que o doente
mental possui (onde devemos trata-lo de maneira coerente, diferente da nossa
forma de tratar uma criança, que ainda possui liberdade, mas sua dependência é
claramente maior aos seus cuidadores), questionei até quando isso é possível e
qual deve ser de fato essa maneira. Não excluindo saber sobre o que acontece
com tais pacientes na realidade.
Com o histórico e a luta da
desinstitucionalização é percebida uma situação de conflito entre o doente
mental e a realidade que lhe é proposta, habitando numa sociedade excludente e
que lhes abandona. É nesse instante que a bioética vem com seu papel de
transitar no campo do conflito e das dúvidas existentes em relação ao doente
mental.
29.1.12
Chateação de Rotina!
"Foi quando eu percebi que o ano começou, mas minha alegria e satisfação ficou naquele tempo atrás. Atrás dos 11... Do sonho de ter um tempo apenas para mim. E não, até agora declaro que o cansaço diário não me deixou viver essa nova perspectiva que damos quando pisamos no campo desconhecido de um ano novo. Até agora tento findar minhas tarefas e humores diários da vida ultrapassada que insiste em respirar nesse meu presente."
Recomendo a qualquer ser vivente que não tenha tarefas enfadonhas e nauseantes! Seria impossível, eu sei!
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