24.5.10

Só mais uma e uma noite

Eu acendo meu cigarro com todo o cuidado para te fazer me olhar, ao fundo o cenário construído em cinza e negro me deixa num fabuloso contraste e teu brilho me clareia em pele vívida. O terno me veste em perfeição e a flor depositada no meu peito está de braços abertos para o teu afego. Admiro-te aqui do outro lado do pub e ao descruzar tuas pernas levanto-me para novamente me sentar à tua frente. As íris nos cercam e teu lábio movimenta-se cuidadosamente para me excitar, observo. Em meias palavras, e em a rosa branca que logo está depositada nas suas mãos transforma-se em vermelha, lhe beijo, me beija. Mesmo tendo a mesa circular nos atrapalhando já posso sentir que dentro de poucos minutos estaremos bem colados.
O táxi nos surpreende e o caminho dura bem menos que o comum.
[...]
Sua pele macia enroscada nos meus pêlos me deixa bem descançado depois de quarenta minutos passados.
O lençol cobre nosso corpo nu. Agora tudo já está bem menos atraente que antes, vejo que fui saciado. Parto-me!

2 comentários:

  1. Nada melhor do que matar a sede quando sede se tem.

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  2. ...lá se vai uma noite que não se reconstitui a mesma.

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